Comprar vs Arrendar
Compare comprar e arrendar em património ao fim do horizonte: casa valorizada menos dívida, contra entrada e diferenças mensais investidas.

Comprar vs Arrendar compara, no mesmo horizonte de anos, quanto custa comprar uma casa com crédito e quanto custa continuar a arrendar. Quem procura por comprar ou arrendar, o que compensa mais, quer sair do debate de opiniões e ver os dois lados somados: entrada e prestações de um lado, rendas do outro, com a mesma régua temporal.
Resumo rápido
Como funciona: Compara património, não só saídas de dinheiro: ao comprar, casa valorizada menos dívida restante; ao arrendar, entrada e diferenças mensais investidas.
Regra e valores: A compra paga IMT, selo de 0,8% e selo do crédito de 0,6% à cabeça. A valorização do imóvel, o aumento anual da renda e a rentabilidade do investimento são hipóteses editáveis.
Exemplo: Em 7 anos, com valorização de 2% ao ano: 95.820,98 € de património ao comprar contra 55.579,98 € ao arrendar. Sem valorização, a vantagem de comprar cai para cerca de 3.070 €.
Calcular agora
Como funciona
Comprar: valor da casa com a valorização indicada, menos a dívida restante, depois de IMT, selos e prestações. Arrendar: a entrada e a diferença mensal entre o custo de comprar e a renda, investidas à rentabilidade indicada, com a renda a subir ao ritmo indicado.
Exemplo calculado
Casa de 250.000 €, entrada de 25.000 €, TAN de 3,5%, renda de 900 € e horizonte de 7 anos: património de 95.820,98 € ao comprar contra 55.579,98 € ao arrendar, com valorização de 2% ao ano.
Como obter um resultado mais fiável
Use valores de documentos reais: recibo de vencimento, contrato de crédito, nota de liquidação, escritura ou fatura. Se um campo pedir uma taxa, copie a taxa do contrato em vez de usar uma taxa de publicidade. Está a comparar cenários? Mude um valor de cada vez e anote o que mudou.
Quando usar esta ferramenta
Use a comparação quando está indeciso entre assinar um contrato de arrendamento longo ou avançar para a compra, ao mudar de cidade por trabalho sem saber por quantos anos fica, ou ao discutir em casal se vale a pena esperar por mais entrada. Mudar o horizonte de anos é a experiência mais reveladora: comprar tende a melhorar com o tempo, arrendar tende a ganhar nos prazos curtos.
Como usar, passo a passo
- Indique o preço da casa que compraria, a entrada e o prazo do crédito, que agora é um campo próprio.
- Indique a TAN do crédito e a renda mensal da alternativa de arrendamento.
- Escolha o horizonte de anos que realmente prevê ficar na casa.
- Indique as suas hipóteses: valorização anual do imóvel, aumento anual da renda e rentabilidade do investimento alternativo, e compare os patrimónios finais.
Campos e resultados, explicados
O preço e a entrada definem o montante do crédito, amortizado ao prazo que indicar. A compra paga à cabeça IMT, selo de 0,8% sobre o preço e selo de 0,6% sobre o crédito. Ao longo do horizonte, comprar acumula a casa valorizada à taxa indicada e deve a dívida restante; arrendar investe a entrada e, mês a mês, a diferença entre o custo de comprar (prestação mais IMI e manutenção, estimados numa percentagem anual do preço) e a renda, que sobe ao ritmo indicado. Os resultados comparam património líquido nos dois cenários, que é a comparação que interessa ao fim de vários anos.
O método em profundidade
A comparação honesta tem três camadas: saídas de dinheiro, património e risco. Esta ferramenta soma só a primeira camada: quanto sai do bolso em cada cenário no horizonte escolhido. Ao comprar, uma fatia crescente das prestações amortiza capital e fica investida no imóvel, que pode valorizar ou desvalorizar; ao arrendar, não há esse património, mas também não há IMI, seguros, manutenção nem o risco de uma obra inesperada. Impostos de compra, como IMT e selo, também pesam nos primeiros anos e são tratados na calculadora de custos de compra desta categoria.
Outro exemplo calculado
No exemplo principal, a 7 anos, comprar ganha por 40.241,00 € de património. Encurte o horizonte para 3 anos e a vantagem cai para cerca de 15.050 €; retire a valorização (0% ao ano) mantendo os 7 anos e ela quase desaparece, ficando em cerca de 3.070 €. São a valorização e o tempo, mais do que a prestação, que decidem esta comparação.
Erros comuns
- Comparar a prestação com a renda sem somar entrada, impostos e custos de compra do lado da compra.
- Usar um horizonte de 3 anos para concluir que comprar nunca compensa, ou de 30 para concluir o contrário.
- Esquecer que a renda sobe com as atualizações e a prestação de taxa fixa não, ou o inverso na taxa variável.
Dicas práticas
Faça a conta com o horizonte mínimo que tem a certeza de ficar na casa: é o cenário que o protege se a vida mudar mais cedo.
Continue a explorar: Simulador de Crédito Habitação, Calculadora de Taxa de Esforço, Simulador de Amortização Antecipada e todas as ferramentas de Habitação e Crédito.
Perguntas frequentes
Funciona no navegador, sem registo. Introduza os valores pedidos, carregue em Calcular e leia o resultado como estimativa. O método está explicado nesta página, na secção Como funciona.
Não. É uma estimativa para planear e comparar. Para valores fiscais e apoios, confirme sempre na Autoridade Tributária e Aduaneira, na Segurança Social, no IHRU ou com um profissional, consoante o tema.
Não. A ferramenta é gratuita e não pede registo. Se estiver a tratar de ficheiros, o processamento indicado é feito no navegador.
Porque a compra concentra custos iniciais altos, entrada, impostos e juros dos primeiros anos, que só se diluem com o passar do tempo e com a amortização do capital. Mesmo assim, nesta comparação de património, a valorização do imóvel pode inverter o resultado mais cedo do que na comparação simples de saídas de dinheiro.
Conta com o valor estimado da casa menos a dívida restante, que é equivalente a vender sem custos. Custos de venda, como comissões e mais-valias, reduziriam o património do cenário de compra.