Simulador de IRS
Estime se vai receber reembolso ou pagar IRS, a partir do rendimento anual, da tributação separada ou conjunta, da região, dos dependentes, do IRS Jovem ou de taxa especial, das retenções e das deduções.

O Simulador de IRS estima o saldo do seu imposto anual: se o Estado lhe deve um reembolso ou se ainda tem IRS a pagar. É a ferramenta que os contribuintes em Portugal procuram entre janeiro e junho, na entrega da declaração, mas também serve durante o ano para perceber se as retenções na fonte estão alinhadas com o imposto esperado e evitar surpresas na nota de liquidação.
Resumo rápido
Como funciona: Aplica a dedução específica, os escalões progressivos de 2026 e abate retenções e deduções à coleta.
Regra e valores: O motor aplica a dedução específica de 4.587 € ao rendimento de cada titular e os escalões progressivos oficiais de 2026 sobre o coletável, com quociente conjugal na tributação conjunta.
Exemplo: Com um rendimento anual de 18.000 €, 2.100 € de retenções e 400 € de deduções, a coleta pelos escalões oficiais é de 1.884,33 € e o resultado é um reembolso estimado de 615,67 €.
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Como funciona
Aplica a dedução específica de 4.587 € por titular, os escalões progressivos do artigo 68.º de 2026 (com redução de 30% nas taxas nas regiões autónomas), o quociente conjugal na tributação conjunta, o mínimo de existência de 12.880 € e abate as deduções à coleta, incluindo as automáticas por dependentes (600 €, 726 € até aos 3 anos e 900 € do segundo dependente até aos 6 anos), e as retenções na fonte.
Exemplo calculado
Rendimento de 28.000 €, tributação separada, com 3.900 € de retenções e 800 € de deduções: coleta de 4.188,68 € e reembolso estimado de 511,32 €.
Como obter um resultado mais fiável
Use valores de documentos reais: recibo de vencimento, contrato de crédito, nota de liquidação, escritura ou fatura. Se um campo pedir uma taxa, copie a taxa do contrato em vez de usar uma taxa de publicidade. Está a comparar cenários? Mude um valor de cada vez e anote o que mudou.
Quando usar esta ferramenta
Use o simulador antes de entregar a declaração para antecipar o reembolso ou o pagamento, quando muda de emprego ou de escalão a meio do ano, ou quando tem rendimentos de várias fontes, como trabalho dependente e rendas, e quer uma ordem de grandeza do acerto anual. Ajuda ainda a decidir se vale a pena reunir mais despesas dedutíveis antes do fim do ano.
Como usar, passo a passo
- Some o rendimento bruto anual das fontes que entram no englobamento.
- Indique as retenções na fonte dos recibos e das declarações de rendimentos.
- Indique as deduções à coleta que já conhece: saúde, educação, despesas gerais.
- Carregue em Calcular e leia se o resultado estimado é reembolso ou pagamento.
Campos e resultados, explicados
O rendimento anual bruto é a base da conta. As retenções na fonte são o IRS já adiantado ao longo do ano. As deduções à coleta abatem diretamente ao imposto calculado. Nos resultados, a coleta estimada é o imposto antes dos acertos e o resultado final é a diferença entre a coleta e o que já foi retido e deduzido.
O método em profundidade
O motor aplica a dedução específica de 4.587 € ao rendimento de cada titular e os escalões progressivos oficiais de 2026 do artigo 68.º do CIRS sobre o rendimento coletável para apurar a coleta, com quociente conjugal na tributação conjunta e redução de 30% nas taxas para residentes nas regiões autónomas. O IRS real usa escalões progressivos: o rendimento divide-se por fatias e cada fatia paga a sua taxa, e há regras próprias para cada categoria de rendimento. Rendas, mais-valias e trabalho independente não se tratam exatamente como um salário, pelo que esta página dá uma estimativa e não a liquidação oficial.
Outro exemplo calculado
Com um rendimento anual de 18.000 €, 2.100 € de retenções e 400 € de deduções, a coleta pelos escalões oficiais é de 1.884,33 € e o resultado é um reembolso estimado de 615,67 €. Com retenções menores, o mesmo rendimento passaria a pagamento, o que mostra como a retenção mensal decide o saldo final.
Erros comuns
- Confundir retenção na fonte com imposto final e estranhar um acerto previsível.
- Esquecer rendimentos fora do salário, como rendas ou recibos verdes ocasionais.
- Contar duas vezes a mesma dedução, por exemplo despesas já incluídas noutra categoria.
Dicas práticas
Guarde as faturas com NIF ao longo do ano e confirme no e-fatura: as deduções só contam se estiverem registadas e validadas a tempo.
Continue a explorar: Calculadora de Salário Líquido 2026, Simulador IRS Jovem, Simulador de Recibos Verdes e todas as ferramentas de Finanças e Impostos.
Escalões de IRS de referência e dedução específica
Valores verificados para 2026: a dedução específica para rendimentos de trabalho dependente e pensões é de 4.587 €, e a estrutura progressiva do artigo 68.º do Código do IRS organiza-se nos escalões marginais abaixo. Taxas marginais aplicam-se apenas à fatia dentro de cada escalão; a taxa adicional de solidariedade incide sobre coletáveis acima de 80.000 € e de 250.000 €.
| Rendimento coletável | Taxa marginal |
|---|---|
| Até 8.342 € | 12,5% |
| De 8.342 € a 12.587 € | 15,7% |
| De 12.587 € a 17.838 € | 21,2% |
| De 17.838 € a 23.089 € | 24,1% |
| De 23.089 € a 29.397 € | 31,1% |
| De 29.397 € a 43.090 € | 34,9% |
| De 43.090 € a 46.566 € | 43,1% |
| De 46.566 € a 86.634 € | 44,6% |
| Acima de 86.634 € | 48%, mais solidariedade de 2,5% e de 5% nos limiares legais |
Exemplo completo, passo a passo
Considere um rendimento anual de trabalho de 28.000 €, o exemplo central desta página. Primeiro abate-se a dedução específica: 28.000 € menos 4.587 € dá um coletável de 23.413 €. Depois aplicam-se os escalões por fatias: 12,5% sobre os primeiros 8.342 €, 15,7% sobre a fatia seguinte até 12.587 €, 21,2% até 17.838 €, 24,1% até 23.089 € e 31,1% apenas sobre os 324 € finais. A coleta resultante fica perto de 4.189 €, uma taxa efectiva de cerca de 15,0% sobre o rendimento bruto, muito abaixo da taxa marginal de 31,1% do escalão onde o coletável termina. É sobre esta coleta que abatem as deduções à coleta e, depois, as retenções do ano.
Deduções que mais mexem com o resultado
Depois dos escalões, são as deduções à coleta que separam dois contribuintes com o mesmo rendimento: despesas gerais familiares, saúde, educação, habitação e dependentes somam-se euro a euro contra a coleta, dentro dos tetos de cada categoria. A calculadora de deduções à coleta desta secção soma essas categorias com as percentagens e os tetos de referência. Erro frequente: contar as despesas pelo valor total em vez de contar a dedução, que é apenas uma percentagem da despesa. Outro erro é ignorar o mínimo de existência: em 2026, rendimentos anuais até 12.880 € ficam protegidos de coleta no enquadramento geral, o que anula o imposto de muitos salários mínimos e pensões baixas mesmo antes de deduções.
Fontes oficiais
Valores verificados para 2026. Os escalões e as taxas constam do artigo 68.º do Código do IRS, a dedução específica do artigo 25.º e o mínimo de existência do artigo 70.º. A liquidação oficial é feita pela Autoridade Tributária e Aduaneira na declaração Modelo 3, entregue no Portal das Finanças, onde o simulador oficial e o IRS automático dão o valor final para situações enquadráveis.
O ano fiscal constrói-se antes de dezembro
A declaração de IRS entrega-se na primavera, mas o seu resultado decide-se durante o ano anterior. Três hábitos mudam o saldo de forma consistente. O primeiro é pedir sempre fatura com NIF e classificar as despesas no e-fatura ao longo do ano, porque faturas mal classificadas em fevereiro já podem não ser corrigíveis. O segundo é acompanhar as retenções quando há mudanças de rendimento: um prémio grande, um segundo emprego ou meses de licença alteram o equilíbrio entre coleta e retenções, e esta simulação, repetida em setembro, ainda deixa um trimestre para corrigir a rota. O terceiro é decidir despesas dedutíveis grandes, como tratamentos de saúde ou formações, com o calendário fiscal em mente, concentrando-as no ano em que a coleta as pode absorver, porque deduções acima da coleta perdem-se.
Erros de leitura que custam dinheiro
O erro mais persistente é tratar o reembolso como rendimento: ele é a devolução de um adiantamento excessivo, e uma retenção calibrada teria entregue esse dinheiro mês a mês, sem juros a favor do Estado. O segundo erro é julgar o sistema pela taxa marginal: dizer que se paga 48% de IRS porque o coletável entrou no escalão mais alto ignora que todas as fatias anteriores pagaram taxas menores e que a taxa efectiva real pode estar abaixo dos 25%. O terceiro erro é esquecer rendimentos pequenos com retenções próprias, como juros, rendas com retenção ou trabalhos pontuais, que somam coleta sem que o contribuinte os tenha juntado à sua estimativa durante o ano. A declaração não perdoa esquecimentos, mas também não os cria: ela limita-se a somar o que o ano realmente foi.
Englobamento e taxas autónomas: quando o simulador simples não chega
Nem todos os rendimentos passam pelos escalões da mesma maneira. Rendas podem ficar por taxa autónoma de 28% ou ser englobadas, mais-valias de imóveis entram por metade no englobamento de residentes, dividendos têm um regime de englobamento parcial quando escolhido, e rendimentos de capitais pagam, em regra, 28% liberatórios. A declaração real é um puzzle destas peças, e o resultado final pode divergir desta estimativa quando o agregado tem várias naturezas de rendimento. A utilização correcta desta página é, por isso, sequencial: estime primeiro o rendimento principal de trabalho ou pensões, depois trate cada natureza adicional na sua ferramenta própria, as mais-valias nas calculadoras de mais-valias e as rendas na calculadora de rentabilidade, e só no fim some os efeitos com a consciência de que o englobamento mistura as peças e pode mudar taxas marginais.
Quem tem rendimentos do estrangeiro deve ainda contar com convenções de dupla tributação e com o anexo J, e quem recebe rendimentos de várias entidades portuguesas deve confirmar, em janeiro, se todas as declarações de rendimentos foram recebidas: uma entidade esquecida é a causa mais banal de divergências entre a estimativa e a liquidação oficial.
IRS automático: confirmar, não apenas aceitar
Milhões de contribuintes recebem a declaração pré-preenchida, mas pré-preenchida não significa verificada por si. Antes de aceitar, confirme três coisas: se todas as fontes de rendimento do ano estão presentes, comparando com as declarações das entidades pagadoras; se as despesas do e-fatura foram parar às categorias certas; e se a composição do agregado familiar corresponde à situação a 31 de dezembro do ano do imposto, porque é essa a data que manda. Erros nestes três pontos são os que mais alteram o saldo, e corrigir a declaração dentro do prazo é sempre mais simples do que reclamar de uma liquidação já emitida. A estimativa desta página serve exatamente para esse confronto: se o seu número e o da proposta automática divergirem muito, há uma peça do puzzle por encontrar.
Como usar esta estimativa ao longo do ano
A estimativa de IRS não é um exercício só de abril. Quem recebe rendimentos de trabalho dependente pode repetir a simulação sempre que o salário muda, quando nasce um dependente, quando um filho entra ou sai das condições de dedução, ou quando o agregado passa a ter um segundo rendimento. Cada uma destas mudanças desloca o saldo final, e antecipá-las evita a surpresa de um pagamento elevado na liquidação. Guarde os valores que introduziu e as hipóteses que usou, porque comparar a estimativa de janeiro com a de setembro mostra logo onde o ano fiscal está a divergir do plano. Se a divergência for grande, o ajustamento mais simples é rever as despesas dedutíveis ainda dentro do ano, confirmar as faturas no e-fatura e verificar se alguma categoria de dedução está por aproveitar. A simulação não substitui a declaração nem a liquidação da Autoridade Tributária, mas transforma um resultado que antes só aparecia no fim num número acompanhado mês a mês, que é a forma mais prática de manter o imposto sob controlo.
Perguntas frequentes
Funciona no navegador, sem registo. Introduza os valores pedidos, carregue em Calcular e leia o resultado como estimativa. O método está explicado nesta página, na secção Como funciona.
Não. É uma estimativa para planear e comparar. Para valores fiscais e apoios, confirme sempre na Autoridade Tributária e Aduaneira, na Segurança Social, no IHRU ou com um profissional, consoante o tema.
Não. A ferramenta é gratuita e não pede registo. Se estiver a tratar de ficheiros, o processamento indicado é feito no navegador.
Significa que reteve mais do que a coleta final. A retenção é um adiantamento mensal; o acerto anual corrige a diferença nos dois sentidos.
Não em detalhe. Esta estimativa usa uma taxa média sobre o rendimento total. Na liquidação oficial, cada categoria tem regras próprias.
A coleta é o imposto final calculado sobre o rendimento do ano. A retenção é o que foi sendo pago por conta, mês a mês. A declaração compara as duas: coleta maior que retenções paga-se, coleta menor gera reembolso.
É o rendimento depois das deduções específicas de cada categoria, como os 4.587 € do trabalho dependente. É sobre o coletável, e não sobre o bruto, que se aplicam os escalões.
Porque os escalões são marginais: cada fatia paga à sua taxa, das mais baixas às mais altas. A taxa efectiva é a média ponderada de todas as fatias.
Este simulador foi desenhado para rendimentos de trabalho e pensões. Rendas têm categoria própria com taxa autónoma opcional e mais-valias têm anexos próprios; somá-los aqui distorce a estimativa.
Nos dois cenários, porque o quociente conjugal pode poupar muito quando os rendimentos são desiguais e ser indiferente quando são iguais. A ferramenta IRS Conjunto ou Separado desta secção faz essa comparação directa.
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Quer aprofundar este tema? Leia o Guia do IRS 2026: escalões, deduções e reembolso explicados, o guia completo do Simula Certo sobre o assunto.