Simulador de PPR
Projete um plano poupança reforma com subscrição inicial e entregas mensais ou anuais, comissões, benefício fiscal por escalão de idade e imposto no resgate, dentro ou fora das condições legais.

O Simulador de PPR projeta o plano poupança reforma por inteiro: subscrição inicial, entregas mensais ou anuais com indexação, comissões do produto, o benefício fiscal de cada ano e o que sobra depois do imposto no resgate, dentro ou fora das condições legais. Quem procura por simulador de PPR, quanto rende um PPR ou benefício fiscal do PPR quer juntar numa só conta a poupança de longo prazo, a dedução à coleta e o preço de sair antes do tempo.
Resumo rápido
Como funciona: As entregas capitalizam à rentabilidade indicada menos a comissão de gestão; a subscrição inicial e a indexação anual das entregas entram na projeção.
Regra e valores: A dedução é de 20% das entregas com tetos por idade de 400 €, 350 € e 300 €. No resgate dentro das condições legais, o rendimento paga 8%; fora delas, até 21,5% e devolução dos benefícios com 10% por ano.
Exemplo: Com entregas de 150 € por mês durante 30 anos a 3%, o capital estimado é de 87.410,53 € e as entregas somam 54.000,00 €.
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Como funciona
As entregas capitalizam à rentabilidade indicada, reduzida da comissão anual de gestão, e cada entrega paga a comissão de subscrição indicada. O benefício fiscal aplica 20% às entregas de cada ano, com os tetos do artigo 78.º do CIRS: 400 € até aos 35 anos, 350 € dos 35 aos 50 e 300 € depois dos 50. No resgate, dentro das condições legais o rendimento paga 8%; fora delas, paga 21,5% até 5 anos, 17,2% entre 5 e 8 anos e 8,6% depois de 8, e os benefícios devolvem-se com 10% por cada ano decorrido.
Exemplo calculado
Entregas de 100 € por mês durante 20 anos a 3%: 32.830,20 € brutos e 24.000,00 € de entregas. Resgatado nas condições legais, o imposto de 8% sobre o rendimento de 8.830,20 € é de 706,42 € e o líquido fica em 32.123,78 €. Fora das condições, a taxa de 8,6% e a devolução dos benefícios com majorações baixam o líquido para 22.710,80 €.
Como obter um resultado mais fiável
Use valores de documentos reais: recibo de vencimento, contrato de crédito, nota de liquidação, escritura ou fatura. Se um campo pedir uma taxa, copie a taxa do contrato em vez de usar uma taxa de publicidade. Está a comparar cenários? Mude um valor de cada vez e anote o que mudou.
Quando usar esta ferramenta
Use o simulador ao escolher o valor da entrega e a forma do plano, ao comparar dois produtos com comissões diferentes, ou no fim do ano, para decidir um reforço dentro do teto do benefício fiscal, descontando o que já entregou noutro PPR. Use o cenário fora das condições legais antes de qualquer resgate antecipado: é aí que se vê o custo real de sair cedo.
Como usar, passo a passo
- Indique a subscrição inicial, se existir, e a entrega com a sua periodicidade, mensal ou anual.
- Escreva os anos até à reforma e uma rentabilidade de hipótese prudente; trate-a como cenário, não como promessa.
- Preencha as comissões do produto concreto que está a avaliar: subscrição, gestão anual e resgate. A gestão reduz a rentabilidade ano após ano.
- Indique a idade, se já entregou noutro PPR este ano e se é reformado, para o benefício fiscal sair certo.
- Escolha as condições de resgate e leia o valor final líquido, o benefício total acumulado e o custo real das entregas.
Campos e resultados, explicados
A entrega é o motor do plano: em prazos de 20 ou 30 anos pesa mais do que a taxa, e a indexação anual faz com que ela acompanhe, por exemplo, os aumentos salariais. A rentabilidade é uma hipótese editável porque os PPR vão de seguros garantidos a fundos de ações. As comissões são as do produto: subscrição sobre cada entrega, gestão anual sobre o capital e resgate sobre o valor levantado. A idade seleciona o teto da dedução de 20%: 400 € até aos 35 anos, 350 € dos 35 aos 50 e 300 € depois dos 50, e quem já entregou noutro PPR vê o benefício do primeiro ano reduzido ao que falta para o teto. Reformados não têm benefício fiscal à entrada.
O método em profundidade
O PPR tem enquadramento fiscal próprio em duas pontas. À entrada, o artigo 78.º do CIRS permite deduzir à coleta 20% das entregas, com os tetos por idade e sujeito ao limite global das deduções e a existir coleta suficiente. À saída, nas condições legais, que incluem a reforma a partir dos 60 anos, o desemprego de longa duração e outras situações previstas na lei, o rendimento é tributado a 8%. Fora das condições, o artigo 21.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais e o artigo 5.º do CIRS fixam 21,5% sobre o rendimento até 5 anos, 17,2% entre 5 e 8 anos e 8,6% depois de 8 anos, quando pelo menos 35% das entregas foram feitas na primeira metade do plano, condição que entregas regulares cumprem; e os benefícios recebidos devolvem-se acrescidos de 10% por cada ano decorrido desde o ano da dedução. A forma do produto varia: seguros de capitalização com capital garantido e fundos de investimento PPR com risco de mercado.
Outro exemplo calculado
Com entregas de 150 € por mês durante 30 anos a 3%, o capital estimado é de 87.410,53 € e as entregas somam 54.000,00 €. Aos 40 anos, o benefício anual fica limitado ao teto de 350 €, mesmo que 20% das entregas anuais fosse mais alto.
Erros comuns
- Fazer entregas acima do teto do benefício a contar com dedução que não existe.
- Resgatar cedo, fora das condições, e descobrir a devolução de benefícios com majorações de 10% por ano.
- Escolher a taxa de hipótese pelo melhor ano de um fundo em vez de um cenário prudente de longo prazo.
- Ignorar a comissão de gestão, que em 30 anos pode custar mais do que o benefício fiscal rende.
Dicas práticas
Se a coleta de IRS for baixa, o benefício das entregas pode não ser aproveitável nesse ano. Entregas regulares e dentro do teto, mantidas por décadas, são a utilização mais eficiente do produto.
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O benefício fiscal, sem mitos
A dedução de 20% das entregas, com tetos de 400, 350 ou 300 € conforme a idade, é a vantagem mais visível do PPR, mas tem três condições que a publicidade resume mal: é dedução à coleta, pelo que só vale se houver imposto a pagar depois das outras deduções; está integrada no limite global das deduções à coleta, que pode cortá-la em rendimentos mais altos; e fica condicionada à permanência, com devolução majorada em resgates fora das condições. Quem entrega 2.000 € aos 40 anos não recebe 400 €: recebe no máximo 350 €, e apenas se a coleta e o limite global o permitirem. Esta página aplica o teto por idade; a coleta suficiente é da sua responsabilidade verificar no simulador de IRS.
Prazo manda mais do que a taxa
Num PPR, a variável com mais força é o tempo. Começar aos 30 com 100 € por mês produz, a taxas moderadas, mais capital do que começar aos 45 com o dobro da entrega, porque os juros compostos trabalham sobre saldos crescentes durante mais anos. Teste nesta página o seu plano com o início hoje e com um início daqui a cinco anos: a diferença é o custo real de adiar. A taxa de hipótese deve ser prudente, sobretudo em fundos com ações, porque projetar o melhor cenário de mercado durante 30 anos é a forma mais comum de sobrestimar a reforma.
Custos do produto: a fatia invisível
Dois PPR com a mesma rentabilidade bruta podem acabar muito longe um do outro por causa de comissões de subscrição, de gestão e de resgate. Em prazos longos, um ponto percentual de custos anuais consome uma fatia grande do capital final. Esta projeção não inclui custos, por isso use-a para comparar cenários de entregas e prazos, e compare produtos pelos documentos de informações fundamentais, onde os custos e os cenários padronizados são obrigatórios. O melhor PPR não é o do cartaz: é o que combina risco adequado à idade, custos baixos e disciplina de entregas.
Reforços de fim de ano: a conta do teto
Em novembro e dezembro, a pergunta clássica de quem tem PPR é quanto falta entregar para aproveitar todo o benefício fiscal do ano. A conta é direta: o teto do seu escalão de idade dividido por 20% dá as entregas anuais que esgotam o benefício; subtraia o que já entregou e terá o reforço máximo com vantagem fiscal nesse ano. Entregar acima disso pode continuar a fazer sentido como poupança, mas já sem bónus fiscal adicional, e deve ser comparado com outras aplicações e com a sua liquidez. Confirme sempre se tem coleta suficiente para absorver a dedução, porque benefício sem coleta é benefício adiado para ninguém: ele simplesmente não se converte em poupança de imposto nesse ano.
Perguntas frequentes
Funciona no navegador, sem registo. Introduza os valores pedidos, carregue em Calcular e leia o resultado como estimativa. O método está explicado nesta página, na secção Como funciona.
Não. É uma estimativa para planear e comparar. Para valores fiscais e apoios, confirme sempre na Autoridade Tributária e Aduaneira, na Segurança Social, no IHRU ou com um profissional, consoante o tema.
Não. A ferramenta é gratuita e não pede registo. Se estiver a tratar de ficheiros, o processamento indicado é feito no navegador.
Dedução à coleta de 20% das entregas anuais, com tetos por idade do artigo 78.º do CIRS: 400 € até aos 35 anos, 350 € entre os 35 e os 50 e 300 € depois dos 50, dentro do limite global das deduções e se houver coleta suficiente.
Pode, mas fora das condições legais o rendimento paga até 21,5% em vez de 8% e os benefícios fiscais recebidos devolvem-se com 10% por cada ano decorrido. As condições legais incluem a reforma a partir dos 60 anos e o desemprego de longa duração, entre outras situações da lei.
8% sobre o rendimento, ou seja, sobre a diferença entre o valor recebido e as entregas. No exemplo desta página, 8.830,20 € de rendimento pagam 706,42 €.
21,5% sobre o rendimento até 5 anos de plano, 17,2% entre 5 e 8 anos e 8,6% depois de 8 anos, se pelo menos 35% das entregas tiverem sido feitas na primeira metade do plano; sem essa condição, 21,5% sempre. Some ainda a devolução das deduções com majoração.
Depende da forma: PPR em seguro de capitalização pode garantir capital; PPR em fundo de investimento tem risco de mercado. Leia o documento de informações fundamentais do produto concreto.
Não. É uma hipótese de cenário que o utilizador escreve. Rentabilidades passadas de qualquer fundo não garantem rentabilidades futuras.
Não. Quem já está reformado não pode deduzir as entregas à coleta; o simulador reflete isso na opção correspondente.