Início › Poupança, Investimento e Empresas › Simulador de Inflação

← Todas as ferramentas

Poupança, Investimento e Empresas

Simulador de Inflação

Veja quanto vale o seu dinheiro daqui a uns anos com a inflação: poder de compra futuro e quanto precisaria de ter para manter o mesmo nível de vida. Junta um modo histórico com a série anual do IPC do INE (2015 a 2025), para ver o que a inflação realmente fez a um valor.

Ilustração temática de simulador de Inflação
Ilustração temática de simulador de Inflação.

O Simulador de Inflação mostra o que a subida dos preços faz ao dinheiro parado: quanto poder de compra resta ao fim de alguns anos e quanto seria preciso ter nessa altura para comprar exatamente o mesmo. Quem procura por simulador de inflação, quanto vale o meu dinheiro daqui a 10 anos ou perda de poder de compra quer traduzir uma percentagem abstrata, a inflação, em euros concretos do seu orçamento. Ganha o modo histórico, com a inflação que efetivamente aconteceu em vez de uma hipótese.

Resumo rápido

Como funciona: Aplica a taxa de inflação anual indicada de forma composta durante os anos escolhidos.

Regra e valores: Em 2025, o IPC aumentou 2,3% em Portugal. Modo histórico: inflação acumulada real pelo IPC do INE, ano a ano, incluindo o pico de 7,8% em 2022.

Exemplo: Um salário de 1.500 € com inflação de 2,3% durante 5 anos fica com poder de compra de 1.338,79 €.

Calcular agora

Nota de verificação 2026: quando esta ferramenta usa valores fiscais, taxas ou apoios, eles estão assinalados como valores de 2026 nesta página e devem ser confirmados nos canais oficiais. O resultado é uma estimativa e não substitui a Autoridade Tributária e Aduaneira, a Segurança Social ou um contabilista certificado.

Como funciona

Aplica a taxa de inflação anual indicada de forma composta durante os anos escolhidos. O poder de compra futuro é o valor atual dividido pelo fator acumulado; o montante necessário é o valor atual multiplicado pelo mesmo fator. No modo histórico, o fator é o produto dos (1 + IPC anual) dos anos do período, com a série anual média do INE.

Exemplo calculado

1.000 € hoje, com inflação de 2,3% ao ano durante 10 anos, terão um poder de compra de 796,61 €; para comprar o mesmo daqui a 10 anos serão precisos 1.255,33 €.

Como obter um resultado mais fiável

Use valores de documentos reais: recibo de vencimento, contrato de crédito, nota de liquidação, escritura ou fatura. Se um campo pedir uma taxa, copie a taxa do contrato em vez de usar uma taxa de publicidade. Está a comparar cenários? Mude um valor de cada vez e anote o que mudou.

Quando usar esta ferramenta

Use o simulador para decidir quanto tempo o dinheiro pode ficar parado numa conta sem rendimento, para avaliar se a taxa de uma poupança acompanha os preços, ou para planear objetivos longos, como uma reforma ou um fundo para os filhos, em valores reais e não nominais. É também a ferramenta certa para reler aumentos salariais: um aumento de 2% com inflação de 2,3% é, em termos reais, uma pequena descida.

Como usar, passo a passo

  1. Indique o valor cujo poder de compra quer projetar.
  2. Escreva a taxa de inflação anual a assumir; o valor pré-preenchido é o IPC de 2025 do INE, apenas uma referência.
  3. Escolha o horizonte em anos.
  4. Carregue em Calcular e leia o poder de compra futuro e o montante necessário para comprar o mesmo.

Campos e resultados, explicados

O valor atual pode ser uma poupança, um salário ou o preço de algo que compra regularmente: a matemática é a mesma. A taxa é uma hipótese anual constante, porque a inflação real varia ano a ano; usar o IPC mais recente do INE como ponto de partida é razoável para prazos curtos e otimista ou pessimista para prazos longos, conforme o futuro. Nos resultados, a perda de poder de compra é a diferença entre o valor de hoje e o que ele comprará no futuro, mantendo-se parado.

O método em profundidade

A inflação mede-se em Portugal pelo Índice de Preços no Consumidor do INE, uma média de milhares de preços. A sua inflação pessoal pode ser maior ou menor do que a média, conforme o seu cabaz: quem gasta muito em rendas e energia sente subidas diferentes de quem gasta em tecnologia, cujos preços tendem a descer. Em 2025, o IPC aumentou 2,3% em Portugal. Taxas aparentemente pequenas têm efeitos grandes por composição: a 2,3% ao ano, os preços sobem cerca de 26% em dez anos, e o dinheiro parado perde um quinto do poder de compra.

Outro exemplo calculado

Um salário de 1.500 € com inflação de 2,3% durante 5 anos fica com poder de compra de 1.338,79 €. Para manter o mesmo nível de vida ao fim desses 5 anos, o salário teria de subir para 1.680,62 €.

Erros comuns

Dicas práticas

Compare sempre taxas de produtos de poupança com a inflação do mesmo período: render acima do IPC é a fronteira entre ganhar poder de compra e apenas empatar com ele.

Limites desta ferramenta: Projeta uma taxa constante, que a inflação real nunca é, e usa a média do IPC, que pode não refletir o seu cabaz de consumo pessoal.

Continue a explorar: Simulador de Conta Poupança, Simulador de Depósito a Prazo, Simulador de Certificados de Aforro e todas as ferramentas de Poupança, Investimento e Empresas.

Dinheiro parado também é uma decisão

Deixar 20.000 € parados sem rendimento durante uma década de inflação a 2,3% equivale a perder cerca de um quinto do poder de compra, sem nenhum extrato mostrar essa perda. É o custo invisível da inércia, e é por ele que o fundo de emergência deve ser o mínimo necessário e não a poupança inteira: o excedente precisa de trabalhar, nem que seja em produtos simples de baixo risco, para não encolher em termos reais. Esta página existe para tornar esse custo visível antes de ele acontecer.

A sua inflação não é a do INE

O IPC é uma média nacional. Estudantes que pagam rendas em Lisboa, famílias com grandes faturas de energia ou doentes com despesas de saúde sentem inflações pessoais muito superiores à média em certos anos; quem compra sobretudo tecnologia e vestuário sente menos. Para planeamento sério, ajuste a taxa desta página ao seu cabaz: some as suas grandes categorias de despesa e estime a subida de cada uma. A diferença entre usar 2,3% e 3,5% em 20 anos é a diferença entre um plano realista e um plano cor de rosa.

Inflação e os produtos desta categoria

Cada produto de poupança deve ser lido contra a inflação do mesmo período: um depósito a 3% brutos rende, líquidos de retenção, cerca de 2,16%, abaixo de uma inflação de 2,3%; os certificados e as contas poupança fazem contas semelhantes. Isto não os torna maus produtos: torna-os produtos de preservação nominal e liquidez, adequados a prazos curtos. Para prazos longos, o planeamento honesto compara cenários de investimento com a inflação projetada e aceita risco de mercado em troca de expectativa de ganho real.

Quanto precisa de render a sua poupança, afinal

A pergunta que esta página permite responder com precisão é qual a taxa líquida mínima que os seus produtos devem atingir para o seu dinheiro não encolher em termos reais: é a taxa de inflação do período, acrescida do efeito dos impostos sobre os rendimentos. Um produto que renda exatamente a inflação em bruto rende abaixo dela em líquido, por causa da retenção sobre os juros. Some os dois efeitos antes de classificar um produto como bom ou mau para prazos longos, e use os simuladores desta categoria para comparar produtos já em termos líquidos, que é a única comparação que a inflação respeita.

Perguntas frequentes

Funciona no navegador, sem registo. Introduza os valores pedidos, carregue em Calcular e leia o resultado como estimativa. O método está explicado nesta página, na secção Como funciona.

Não. É uma estimativa para planear e comparar. Para valores fiscais e apoios, confirme sempre na Autoridade Tributária e Aduaneira, na Segurança Social, no IHRU ou com um profissional, consoante o tema.

Não. A ferramenta é gratuita e não pede registo. Se estiver a tratar de ficheiros, o processamento indicado é feito no navegador.

Use o modo histórico de 2015 a 2025: a página multiplica os IPC anuais do INE e mostra a perda real de poder de compra.

É a variação do IPC em 2025 publicada pelo INE. Serve de referência inicial e é editável: a inflação futura não é conhecida.

Não. O IPC é uma média nacional. O seu cabaz de consumo pode subir mais ou menos do que a média, e pode ajustar a taxa ao seu caso.

Em termos reais, sim, sempre que há inflação e o dinheiro não rende. A perda é invisível no extrato, mas real no que o saldo compra.

Não há proteção perfeita sem risco. O primeiro passo é medir: compare a taxa líquida dos seus produtos com a inflação, usando esta página e os simuladores de poupança da categoria.

Teste um intervalo, por exemplo 2% a 3,5%, e planeie com margem. Previsões pontuais a décadas são ilusões de precisão.

Ferramentas relacionadas