Simulador de Ajudas de Custo
Calcule as ajudas de custo de 2026 em Portugal e no estrangeiro, por escalão do trabalhador, com as percentagens dos dias de partida e de regresso, os quilómetros em viatura própria a 0,40 € e a separação entre a parte isenta e a parte tributável.

Quem se desloca em serviço tem direito a ajudas de custo que compensam refeições, alojamento e o uso da viatura própria. Os valores unitários variam por tabela, empresa e setor, por isso esta calculadora pede os valores do seu caso e faz as multiplicações que as folhas de deslocação exigem.
Resumo rápido
Como funciona: Ajuda diária pelo escalão e destino da tabela de 2026, com as percentagens dos dias de partida e de regresso, mais quilómetros a 0,40 €.
Regra e valores: A parte até ao limite de referência (65,89 € nacional, trabalhador em geral) é isenta de IRS e Segurança Social; o excesso é rendimento da categoria A.
Exemplo: Deslocação nacional com 8 dias completos, partida de manhã e regresso à tarde: 849,48 € isentos no total, incluindo 600 km.
Calcular agora
Como funciona
Valores de referência do Decreto-Lei n.º 106/98 para 2026: 65,89 € por dia em território nacional e 148,91 € no estrangeiro para trabalhadores em geral; 72,65 € e 167,07 € para administradores, gerentes e membros de órgãos sociais. Os dias completos contam a 100%; o dia de partida conta 100%, 75% ou 50% conforme a hora, e o de regresso 0%, 25% ou 50% (artigo 8.º). A parte paga acima do limite é rendimento da categoria A; a parte isenta não faturada a clientes paga tributação autónoma de 5% na empresa (artigo 88.º, n.º 9, do CIRC).
Exemplo calculado
Trabalhador em geral em deslocação nacional paga a 65,89 € por dia, com 8 dias completos, partida até às 13h e regresso depois das 13h: 9,25 dias equivalentes, 609,48 € de ajudas e 240,00 € por 600 km, num total isento de 849,48 €.
Como obter um resultado mais fiável
Use valores de documentos reais: recibo de vencimento, contrato de crédito, nota de liquidação, escritura ou fatura. Se um campo pedir uma taxa, copie a taxa do contrato em vez de usar uma taxa de publicidade. Está a comparar cenários? Mude um valor de cada vez e anote o que mudou.
Quando usar esta ferramenta
Use quando preenche a folha de despesas de uma deslocação, quando quer conferir o reembolso que a empresa calculou, ou quando negoceia as condições de um projeto com deslocações frequentes e precisa de estimar o valor mensal em causa.
Como usar, passo a passo
- Indique o valor diário de ajuda de custo da tabela que se aplica ao seu caso.
- Conte os dias de deslocação, seguindo a regra da sua empresa para dias parciais.
- Some os quilómetros feitos em viatura própria, com origem, destino e motivo registados.
- Indique o valor por quilómetro aplicável e calcule o total.
Campos e resultados, explicados
O valor diário das ajudas de custo tem uma referência conhecida na administração pública, atualizada por portaria, e muitas empresas privadas usam-na por remissão, mas o seu contrato ou regulamento interno manda. Os limites de isenção fiscal estão ligados a essas referências: valores acima deles podem ser tributados como rendimento. O valor por quilómetro compensa combustível, desgaste, seguro e manutenção da viatura própria; quem usa viatura da empresa não o recebe. Dias parciais, deslocações ao estrangeiro e pernoitas têm frequentemente percentagens ou valores próprios na tabela aplicável.
O método em profundidade
As ajudas de custo não são salário: são compensação de despesas acrescidas por trabalhar fora do local habitual, e por isso têm tratamento fiscal e contributivo próprio até aos limites legais. A prova assenta no mapa de deslocações, com datas, locais, quilómetros e justificação de serviço, que a contabilidade exige para aceitar o reembolso sem tributação. Deslocações ao estrangeiro seguem valores diários por país ou escalões próprios. Empregadores e trabalhadores devem tratar estes mapas com o mesmo rigor das faturas, porque são dos documentos mais verificados em inspeções.
Outro exemplo calculado
Numa semana com 3 dias de deslocação a 60 € e 250 km a 0,36 €, o total é de 180,00 € mais 90,00 €, ou seja 270,00 €. Se a mesma semana fosse feita com viatura da empresa, a parcela dos quilómetros desaparece e restam os 180,00 € dos dias, diferença que explica muitas políticas internas de frota.
Erros comuns
- Usar valores unitários de uma tabela antiga ou de outro setor sem confirmar a aplicável.
- Somar ajudas de refeição em dias em que a empresa já pagou a refeição por outra via, gerando duplicação indevida.
- Apresentar quilómetros sem mapa de itinerário, o que leva a contabilidade a recusar o reembolso.
Dicas práticas
Guarde um registo de deslocações feito no próprio dia, com fotografia do conta-quilómetros ou registo da aplicação de mapas. Confirme uma vez por ano, com os recursos humanos, a tabela e os limites que a empresa está a aplicar. E quando a deslocação implica pernoita, confirme se o alojamento é pago diretamente ou entra na ajuda diária, porque a mistura dos dois regimes é a origem da maioria dos erros.
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Deslocações ao estrangeiro: valores por destino e prova reforçada
Fora de Portugal, as ajudas diárias seguem tabelas por grupos de países ou valores internos da empresa, normalmente superiores aos nacionais, refletindo o custo de refeições e alojamento no destino. A prova deve incluir ordem de deslocação, cartões de embarque ou registos equivalentes e o mapa de quilómetros quando há viatura. Câmbio é outro ponto de erro: despesas pagas em moeda estrangeira devem ser convertidas à taxa do dia da despesa ou à taxa definida na política interna, sempre com o mesmo critério ao longo do relatório.
Ajudas de custo e teletrabalho parcial: onde fica a fronteira
Com regimes híbridos, surge a dúvida sobre deslocações a partir de casa e não da sede. A regra prática das políticas internas bem desenhadas é comparar a distância de casa ao destino com a distância da sede ao destino, reembolsando a parcela imputável ao serviço segundo o critério escrito da empresa. Se a sua empresa ainda não tem esse critério, proponha-o por escrito antes de acumular deslocações: são dezenas de euros por semana que, sem regra, geram conflitos evitáveis entre colegas e contabilidade.
Perguntas frequentes
Funciona no navegador, sem registo. Introduza os valores pedidos, carregue em Calcular e leia o resultado como estimativa. O método está explicado nesta página, na secção Como funciona.
Não. É uma estimativa para planear e comparar. Para valores fiscais e apoios, confirme sempre na Autoridade Tributária e Aduaneira, na Segurança Social, no IHRU ou com um profissional, consoante o tema.
Não. A ferramenta é gratuita e não pede registo. Se estiver a tratar de ficheiros, o processamento indicado é feito no navegador.
Até aos limites legais de referência, são tratados como compensação de despesas e não como rendimento tributável. O que exceder esses limites pode ser tributado, por isso a empresa deve aplicar a tabela e os limites em vigor.
Não. O valor por quilómetro compensa o uso da viatura própria do trabalhador. Com viatura da empresa, as despesas de combustível e portagens seguem a política interna de reembolso com fatura.