Calculadora de Orçamento Familiar
Monte o orçamento mensal da família: rendimento, despesas por rubrica, quanto sobra e taxa de poupança. Junta outros rendimentos ao rendimento principal e classifica o orçamento na regra 50/30/20: necessidades, desejos e poupança face às referências.

Um orçamento familiar não precisa de cinquenta categorias: precisa das seis ou sete rubricas que realmente decide todos os meses, comparadas com o rendimento líquido do agregado. Esta calculadora soma as suas rubricas, mostra a sobra e a taxa de poupança, e projeta o ano. Ganha a leitura da regra 50/30/20, para ver de imediato onde o orçamento se desvia da referência.
Resumo rápido
Como funciona: Despesas totais = soma das rubricas mensais indicadas.
Regra e valores: Habitação junta renda ou prestação, condomínio e seguros da casa quando mensais. Regra 50/30/20 aplicada ao seu orçamento: percentagem real de necessidades, desejos e poupança ao lado das referências de 50%, 30% e 20%.
Exemplo: Se a rubrica de lazer descer de 150 € para 100 € e a de contas de 160 € para 140 € renegociando contratos, a sobra do exemplo sobe de 510,00 € para 580,00 €, mais 840,00 € ao fim de 12 meses…
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Como funciona
Despesas totais = soma das rubricas mensais indicadas. Sobra = rendimento líquido do agregado menos despesas. Taxa de poupança = sobra / rendimento x 100. Todas as rubricas são valores seus, sem médias externas. Necessidades são habitação, alimentação, transportes e contas de casa; desejos são lazer e outros; a poupança é a sobra. Cada grupo é comparado com 50%, 30% e 20% do rendimento total.
Exemplo calculado
Rendimento de 2.200 € e despesas somadas de 1.690 € deixam uma sobra de 510,00 € por mês, uma taxa de poupança de 23,2%.
Como obter um resultado mais fiável
Use valores de documentos reais: recibo de vencimento, contrato de crédito, nota de liquidação, escritura ou fatura. Se um campo pedir uma taxa, copie a taxa do contrato em vez de usar uma taxa de publicidade. Está a comparar cenários? Mude um valor de cada vez e anote o que mudou.
Quando usar esta ferramenta
Use na revisão mensal ou anual das finanças da casa, quando muda um rendimento ou uma despesa grande, ou quando a família quer fixar uma meta de poupança e precisa de saber de que rubrica ela pode sair.
Como usar, passo a passo
- Indique o rendimento líquido mensal total do agregado, somando todos os rendimentos regulares.
- Preencha cada rubrica com a média real dos últimos três meses, não com o mês ideal.
- Carregue em Calcular e leia despesas, sobra e taxa de poupança.
- Ajuste uma rubrica de cada vez para testar decisões antes de as tomar.
Campos e resultados, explicados
Habitação junta renda ou prestação, condomínio e seguros da casa quando mensais. Contas de casa agrega energia, água, gás e telecomunicações, rubricas que se comparam melhor somadas. Alimentação inclui supermercado e refeições fora ficam no lazer, para a fronteira ser estável mês após mês. A rubrica de outros deve absorver saúde, roupa e os imprevistos recorrentes; se ela cresce sem explicação durante três meses, merece ser desdobrada numa folha à parte para descobrir o que lá dentro vive.
O método em profundidade
Os métodos de orçamento mais usados, como o de repartir o rendimento entre necessidades, desejos e poupança em proporções fixas, são pontos de partida e não leis: em cidades com rendas altas, as necessidades ultrapassam qualquer proporção ideal, e o que interessa é a trajetória da taxa de poupança, não a fotografia de um mês. Um orçamento sustentável tem três características: usa médias reais em vez de intenções, automatiza a poupança para o dia do recebimento e é revisto quando a vida muda, não quando o dinheiro acaba. Esta página fornece a fotografia e a projeção anual que tornam a revisão rápida.
Outro exemplo calculado
Se a rubrica de lazer descer de 150 € para 100 € e a de contas de 160 € para 140 € renegociando contratos, a sobra do exemplo sobe de 510,00 € para 580,00 €, mais 840,00 € ao fim de 12 meses, sem tocar em habitação nem em alimentação. É assim, rubrica a rubrica, que orçamentos apertados ganham folga.
Erros comuns
- Preencher as rubricas com o mês ideal em vez da média real de três meses.
- Esquecer despesas anuais, seguros, IMI, férias, divididas pelos meses: devem entrar como provisão mensal.
- Contar duas vezes a mesma despesa em rubricas diferentes, como supermercado em alimentação e em outros.
Dicas práticas
Transforme cada despesa anual numa provisão mensal e some-a à rubrica correspondente: seguros, impostos e férias deixam de ser surpresas. Reveja o orçamento no dia em que os rendimentos entram, transfira a sobra para poupança nessa hora e viva o resto do mês com o que ficou. E se a sobra for negativa, corte primeiro nas rubricas grandes negociáveis, contratos e subscrições, antes das pequenas.
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Fundo de emergência: a primeira meta que o orçamento deve servir
Antes de investir ou de acelerar créditos, o orçamento deve construir um fundo de emergência de três a seis meses de despesas, guardado em conta separada e líquida. Use a despesa mensal somada por esta página como unidade: multiplique por três e por seis e fixe os dois marcos. A taxa de poupança calculada diz em quantos meses lá chega. A calculadora de fundo de emergência deste portal aprofunda esta conta, mas a disciplina nasce aqui, no orçamento mensal que liberta a sobra todos os meses sem depender de força de vontade.
Orçamento a dois: contas conjuntas, pessoais e de casa
Agregados com dois rendimentos funcionam melhor com três camadas: uma conta comum para as rubricas desta página, financiada em proporção dos rendimentos ou a meias por acordo, e uma parcela pessoal para cada um, sem prestação de contas. A calculadora trabalha sobre a camada comum: some apenas os rendimentos afetos a ela e as despesas partilhadas. Misturar despesas pessoais na conta comum é a origem mais comum de conflito orçamental entre casais, e separa-se com uma conversa de dez minutos e rubricas claras.
Perguntas frequentes
Funciona no navegador, sem registo. Introduza os valores pedidos, carregue em Calcular e leia o resultado como estimativa. O método está explicado nesta página, na secção Como funciona.
Não. É uma estimativa para planear e comparar. Para valores fiscais e apoios, confirme sempre na Autoridade Tributária e Aduaneira, na Segurança Social, no IHRU ou com um profissional, consoante o tema.
Não. A ferramenta é gratuita e não pede registo. Se estiver a tratar de ficheiros, o processamento indicado é feito no navegador.
Não: é uma referência de planeamento. Com rendas altas, as necessidades acima de 50% são comuns; o útil é ver a distância e a tendência.
Depende dos objetivos e da fase de vida. Como referência de conversa, poupar 10 a 20 por cento do rendimento líquido constrói fundo de emergência e objetivos em prazos razoáveis. O essencial é a regularidade e a tendência ao longo dos meses.
Divida cada despesa anual por 12 e some o resultado à rubrica correspondente como provisão mensal. Assim, seguros, IMI, manutenção do carro e férias entram no mês a mês e deixam de aparecer como emergências.