Simulador de Rendimento Passivo
Calcule quanto um capital rende por mês à taxa que assumir e quanto capital é preciso para o rendimento mensal que pretende. Com reforço mensal e reinvestimento, estima o tempo até ao capital necessário para o rendimento pretendido.

Rendimento passivo é a renda que um capital produz sem trabalho mensal: juros, dividendos ou rendas. Este simulador faz as duas contas fundamentais do tema, quanto rende o capital que tem à taxa que assumir, e quanto capital seria preciso para o rendimento mensal que ambiciona. Junta a pergunta seguinte à do capital necessário: quanto tempo falta, com reforços.
Resumo rápido
Como funciona: Rendimento mensal = capital x rentabilidade anual indicada / 12, sem reinvestimento.
Regra e valores: O capital necessário cresce de forma inversa à taxa: a 4 por cento, cada 100 € mensais pedem 30.000 € de capital; a 2 por cento, pedem 60.000 €. Com reforço mensal, a página estima em quantos anos o capital chega ao necessário para o rendimento alvo.
Exemplo: Com 120.000 € à mesma taxa assumida de 4%, o rendimento mensal sobe para 400,00 €, ainda a 100 € do objetivo de 500 €, que exige os 150.000 € calculados.
Calcular agora
Como funciona
Rendimento mensal = capital x rentabilidade anual indicada / 12, sem reinvestimento. Capital necessário para um objetivo = rendimento mensal pretendido x 12 / rentabilidade anual indicada. A rentabilidade é uma hipótese do utilizador, não uma previsão. O tempo resolve o crescimento do capital com juros mensais e reforço constante até igualar o capital necessário para o objetivo.
Exemplo calculado
Capital de 50.000 € a uma rentabilidade assumida de 4% ao ano rende 166,67 € por mês. Para receber 500 € por mês à mesma taxa seriam precisos 150.000 € de capital.
Como obter um resultado mais fiável
Use valores de documentos reais: recibo de vencimento, contrato de crédito, nota de liquidação, escritura ou fatura. Se um campo pedir uma taxa, copie a taxa do contrato em vez de usar uma taxa de publicidade. Está a comparar cenários? Mude um valor de cada vez e anote o que mudou.
Quando usar esta ferramenta
Use quando fixa uma meta de independência financeira parcial, como cobrir a renda ou as contas de casa com rendimentos, quando compara o efeito de reforçar o capital versus procurar mais rentabilidade, ou quando quer traduzir uma herança ou uma poupança acumulada em rendimento mensal estimado.
Como usar, passo a passo
- Indique o capital já investido ou a investir.
- Assuma uma rentabilidade anual líquida prudente, depois de impostos e custos, e declare-a como hipótese.
- Indique o rendimento mensal que pretende atingir.
- Carregue em Calcular e veja o rendimento atual estimado, o capital necessário e o que falta.
Campos e resultados, explicados
A rentabilidade é o campo que decide tudo e o mais abusado: taxas de produtos sem risco, como depósitos e certificados, são conhecidas e modestas; taxas de mercados de capitais são médias históricas incertas com anos negativos pelo meio. Usar a rentabilidade líquida, depois de impostos sobre juros e dividendos e de comissões, evita a ilusão dos valores brutos. O capital necessário cresce de forma inversa à taxa: a 4 por cento, cada 100 € mensais pedem 30.000 € de capital; a 2 por cento, pedem 60.000 €. Esta simetria é a lição central da página.
O método em profundidade
A regra prática internacional de retirar uma percentagem do capital por ano mantendo o capital a prazo indefinido pressupõe carteiras diversificadas, décadas de horizonte e tolerância a quedas, e mesmo assim é debatida. Em Portugal, os rendimentos de capital são tributados, em regra, a taxas liberatórias próprias sobre juros e dividendos, o que reduz a rentabilidade líquida face à bruta anunciada. Rendas de imóveis não são comparáveis diretamente, porque exigem gestão, têm vacâncias e custos, e concentram o capital num só ativo. Esta página trabalha com uma taxa única assumida pelo utilizador precisamente para forçar a pergunta certa: que rentabilidade líquida, de que fonte, com que risco.
Outro exemplo calculado
Com 120.000 € à mesma taxa assumida de 4%, o rendimento mensal sobe para 400,00 €, ainda a 100 € do objetivo de 500 €, que exige os 150.000 € calculados. Subir a taxa assumida para 6% baixaria o capital necessário para 100.000 €, mas essa troca compra rendimento com risco e deve ser uma decisão de investimento, não um ajuste de calculadora.
Erros comuns
- Usar rentabilidades brutas ou de anos excecionais como hipótese permanente.
- Ignorar impostos sobre os rendimentos de capital ao passar do bruto ao líquido.
- Tratar imobiliário e produtos financeiros como equivalentes sem contar gestão, vacâncias e custos do imóvel.
Dicas práticas
Trabalhe com dois cenários, um prudente e um central, e tome decisões pelo prudente. Reforce o capital com aportes regulares usando a calculadora de juros compostos deste portal, porque nas primeiras fases o aporte pesa mais do que a rentabilidade. E reveja a hipótese de taxa todos os anos com os rendimentos líquidos efetivamente recebidos, substituindo esperança por registo.
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A ordem das operações: capital primeiro, taxa depois
Nos primeiros anos de acumulação, o motor do resultado é o aporte: poupar mais 200 € por mês muda o destino mais do que procurar mais meio ponto de rentabilidade com risco. À medida que o capital cresce, a rentabilidade ganha peso relativo e a gestão do risco torna-se a tarefa principal. Use esta página em conjunto com a de juros compostos para desenhar a trajetória: quanto capital terá em cada ano com os seus aportes, e que rendimento mensal esse capital representará à sua taxa prudente. A data em que a curva cruza a sua meta parcial é o seu plano, escrito em números.
Impostos e inflação: os dois descontos silenciosos
Um rendimento passivo de 500 € brutos não são 500 € disponíveis: os impostos sobre rendimentos de capital reduzem o líquido conforme a natureza do rendimento e o englobamento escolhido. E 500 € daqui a quinze anos compram menos do que 500 € hoje, pelo que a meta deve ser indexada mentalmente à inflação esperada ou revista anualmente. Ao fixar o objetivo nesta página, trabalhe já em valores líquidos de imposto e reveja o capital necessário todos os anos, porque uma meta congelada em valores nominais encolhe em termos reais todos os anos sem aviso.
Perguntas frequentes
Funciona no navegador, sem registo. Introduza os valores pedidos, carregue em Calcular e leia o resultado como estimativa. O método está explicado nesta página, na secção Como funciona.
Não. É uma estimativa para planear e comparar. Para valores fiscais e apoios, confirme sempre na Autoridade Tributária e Aduaneira, na Segurança Social, no IHRU ou com um profissional, consoante o tema.
Não. A ferramenta é gratuita e não pede registo. Se estiver a tratar de ficheiros, o processamento indicado é feito no navegador.
Sim: na linha do tempo com reforço, os rendimentos ficam investidos e o capital cresce também por juros sobre juros.
Para cenários de planeamento, use a rentabilidade líquida de produtos de baixo risco como referência prudente e trate qualquer valor acima disso como cenário central ou otimista, nunca como base de decisões irreversíveis.
Para a maioria das pessoas, complementa. Substituir um salário inteiro exige capitais muito elevados às taxas prudentes, como esta calculadora mostra. Metas parciais, cobrir a renda ou as utilidades, são objetivos realistas de médio prazo.