Simulador de Obrigações do Tesouro
Calcule o rendimento real de uma obrigação: cupões líquidos de imposto, mais-valia com exclusão pela detenção e YTM bruta e líquida.

O Simulador de Obrigações do Tesouro ajuda a perceber, com os seus números, como rende uma obrigação de dívida pública: cupões periódicos e reembolso do nominal no vencimento. Quem procura por simulador de obrigações do Tesouro ou rendimento de obrigações quer traduzir três dados da emissão, nominal, cupão e preço, num fluxo de caixa anual compreensível antes de falar com o banco ou com a corretora.
Resumo rápido
Como funciona: A rendibilidade efetiva (YTM) junta cupões e diferença entre preço e nominal, resolvida a partir dos fluxos. A versão líquida desconta a retenção dos cupões e o imposto da mais-valia.
Regra e valores: Retenção: 28% no Continente, 19,6% nas Regiões Autónomas. A mais-valia tem exclusão pela detenção: 10% aos 2 anos, 20% aos 5 e 30% aos 8 (Lei n.º 31/2024).
Exemplo: 10.000 € ao par com cupão de 3%: YTM de 3,00% bruta e 2,16% líquida. Comprar a 97% sobe a YTM bruta para 3,67%.
Calcular agora
Como funciona
Cupões pela frequência indicada, líquidos da retenção. A mais-valia no reembolso beneficia da exclusão pela detenção da Lei n.º 31/2024. A YTM resolve a taxa que iguala o preço aos fluxos futuros, em versão bruta e líquida.
Exemplo calculado
Nominal de 10.000 € com cupão de 3% ao par, em 5 anos: YTM bruta de 3,00% e líquida estimada de 2,16%, com 1.080,00 € de cupões líquidos.
Como obter um resultado mais fiável
Use valores de documentos reais: recibo de vencimento, contrato de crédito, nota de liquidação, escritura ou fatura. Se um campo pedir uma taxa, copie a taxa do contrato em vez de usar uma taxa de publicidade. Está a comparar cenários? Mude um valor de cada vez e anote o que mudou.
Quando usar esta ferramenta
Use o simulador quando estiver a avaliar uma emissão concreta no mercado primário ou secundário e quiser saber quanto recebe por ano, quanto recebe no total e qual o efeito de comprar acima ou abaixo do par. Serve também para fins de aprendizagem: mudar o preço de compra e ver o rendimento simples a mover-se em sentido contrário é a forma mais rápida de interiorizar a mecânica das obrigações.
Como usar, passo a passo
- Indique o valor nominal que pensa deter, não o valor que vai pagar.
- Escreva a taxa de cupão da emissão e a frequência do pagamento, anual ou semestral, tal como vem no prospeto.
- Indique o preço de compra em percentagem do nominal: 100 é ao par, acima é com ágio, abaixo é com desconto.
- Escreva os anos até ao vencimento, a retenção aplicável e os anos de detenção, e leia a YTM bruta e líquida.
Campos e resultados, explicados
O nominal é o valor reembolsado no vencimento; o preço decide o custo e, com ele, a rendibilidade efetiva. Os cupões são pagos pela frequência indicada e sofrem a retenção que indicar (28% no Continente, 19,6% nas Regiões Autónomas). A diferença entre nominal e preço é uma mais-valia tributada com a exclusão pela detenção da Lei n.º 31/2024: 10% a partir dos 2 anos, 20% aos 5 e 30% aos 8. A YTM, taxa de rendibilidade efetiva anual, é a taxa que iguala o preço a todos os fluxos futuros; a página mostra-a bruta e líquida de impostos, que é a comparação honesta entre emissões.
O método em profundidade
Uma obrigação do Tesouro é um empréstimo ao Estado com condições escritas: prazo, cupão e reembolso do nominal. Quem compra no secundário paga o preço de mercado, que sobe quando as taxas de juro descem e desce quando elas sobem, razão pela qual o rendimento efetivo de quem compra difere da taxa de cupão. Manter o título até ao vencimento elimina o risco de preço, mas não o risco de oportunidade nem o efeito da inflação. Os cupões e as mais-valias de obrigações estão sujeitos a tributação em Portugal, em regra à taxa de 28% para residentes particulares, o que torna os valores desta página brutos.
Outro exemplo calculado
Com nominal de 10.000 € e cupão de 3%, comprar a 97% custa 9.700,00 € e a YTM bruta sobe para 3,67%; comprar a 103% custa 10.300,00 € e a YTM desce para 2,36%. O cupão é o mesmo nos três casos: é o preço que faz a diferença. A 97%, a mais-valia de 300 € no reembolso, com 5 anos de detenção, paga 67,20 € de imposto depois da exclusão de 20%.
Erros comuns
- Confundir taxa de cupão com rendimento de quem compra hoje no secundário.
- Ignorar comissões de compra, custódia de títulos e a tributação dos cupões.
- Comprar prazos longos sem perceber que o preço oscila muito até ao vencimento se precisar de vender antes.
Dicas práticas
Anote a data de vencimento e trate cada obrigação como dinheiro com destino e data. Se o objetivo é o reembolso no vencimento, as oscilações intermédias do preço são ruído.
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Preço e rendimento andam em sentidos opostos
É a regra central das obrigações e a que mais confunde quem começa: quando as taxas de juro do mercado sobem, os preços das obrigações existentes descem, porque os seus cupões fixos valem menos face às emissões novas; quando as taxas descem, os preços sobem. Quem detém até ao vencimento recebe o que contratou, cupões e nominal, independentemente destas oscilações. Quem pode precisar de vender antes carrega o risco de preço, tanto maior quanto mais longo for o prazo restante. Use o campo do preço nesta página para testar cenários: veja quanto muda o ganho simples se comprar a mesma emissão a 95, a 100 ou a 105.
Cupões: rendimento previsível, tributação certa
O cupão é pago nas datas da emissão, em regra anualmente nas obrigações do Tesouro portuguesas de retalho institucional, e sofre tributação à taxa aplicável aos rendimentos de capitais. Para planear o orçamento, interessa o cupão líquido e a sua regularidade, não o bruto da ficha. Some os cupões líquidos anuais no seu planeamento e reserve a fatia do imposto, quando não for retido na fonte pela instituição, para não transformar um rendimento previsível numa surpresa fiscal.
Obrigações ou certificados de aforro?
Ambos são dívida do mesmo Estado, mas vivem em mundos diferentes: os certificados compram-se e resgatam-se por canais do Estado, sem preço de mercado; as obrigações negociam em mercado, com preço diário, comissões e acesso por banco ou corretora. Para o aforrador que quer simplicidade e resgate sem cotação, os certificados são o instrumento natural. As obrigações fazem sentido para montantes maiores, prazos definidos e quem aceita a mecânica de mercado. Nenhum dos dois promete rendimento acima da inflação: prometem previsibilidade nominal.
Escada de vencimentos com obrigações
Investidores que vivem de fluxos previsíveis organizam obrigações em escada: títulos com vencimentos em anos sucessivos, de modo a haver sempre um reembolso próximo para reinvestir ou gastar, reduzindo o risco de ter de vender em mercado mau. Montar a escada exige, para cada degrau, a mesma leitura que esta página faz: cupão anual, custo de compra ao preço do dia e ganho simples total. Some os cupões anuais de todos os degraus e terá o rendimento bruto anual da escada, a comparar, depois de impostos e comissões, com o rendimento de certificados ou depósitos para prazos equivalentes. A escada não elimina o risco de taxa de juro, mas distribui-o pelos anos em vez de o concentrar numa única data.
Perguntas frequentes
Funciona no navegador, sem registo. Introduza os valores pedidos, carregue em Calcular e leia o resultado como estimativa. O método está explicado nesta página, na secção Como funciona.
Não. É uma estimativa para planear e comparar. Para valores fiscais e apoios, confirme sempre na Autoridade Tributária e Aduaneira, na Segurança Social, no IHRU ou com um profissional, consoante o tema.
Não. A ferramenta é gratuita e não pede registo. Se estiver a tratar de ficheiros, o processamento indicado é feito no navegador.
Ao par é pagar 100% do nominal. Com ágio é pagar mais do que o nominal, o que reduz o rendimento efetivo. Com desconto é pagar menos, o que o aumenta. O reembolso no vencimento é sempre pelo nominal.
Não. Não há cotações em direto nem rendimentos de mercado prometidos. O preço e o cupão são os que o utilizador escreve, a partir da emissão que está a avaliar.
Sim. Os rendimentos de capitais de residentes são tributados à taxa de 28% no Continente (19,6% nas Regiões Autónomas), por retenção ou englobamento opcional, e a mais-valia tem a exclusão pela detenção. Esta página já mostra os valores líquidos.
Se mantiver até ao vencimento, recebe cupões e nominal nas condições da emissão. Se vender antes, o preço de mercado pode estar abaixo do que pagou. A inflação pode ainda reduzir o valor real do que recebe.
Depende do canal e da emissão: o mercado secundário funciona por nominais mínimos definidos em cada emissão e pelos mínimos da corretora ou do banco. Confirme antes de dar a ordem.