Simulador de Certificados de Aforro
Projete certificados de aforro das Séries F e E com a fórmula oficial do IGCP: taxa base indexada à Euribor a 3 meses, prémios de permanência, capitalização trimestral e retenção.

O Simulador de Certificados de Aforro projeta este produto do Estado com as regras reais do IGCP: a taxa base indexada à Euribor a 3 meses, os prémios de permanência ano a ano, a capitalização trimestral e a retenção de IRS em cada trimestre. Quem procura por simulador de certificados de aforro ou quanto rendem os certificados quer ver o valor líquido ao fim de 5, 10 ou 15 anos, e não uma taxa única inventada.
Resumo rápido
Como funciona: Taxa base indexada à Euribor a 3 meses: Série F entre 0% e 2,5%; Série E igual à média mais 1 ponto, até 3,5%. Prémio de permanência soma-se a partir do 2.º ano.
Regra e valores: Os juros capitalizam trimestralmente, já líquidos da retenção: 28% no Continente e 19,6% nos Açores e na Madeira, nas opções desta página.
Exemplo: 5.000 € na Série F a 2,5% durante 5 anos: 707,09 € de juros brutos, 509,10 € líquidos e 5.509,10 € no fim, com a taxa a subir para 2,75% do 2.º ao 5.º ano pelo prémio de permanência.
Calcular agora
Como funciona
Taxa base calculada como no IGCP: na Série F, a média da Euribor a 3 meses, entre 0% e o teto de 2,5%; na Série E, essa média mais 1 ponto percentual, até ao teto de 3,5%. A cada trimestre, o juro é calculado sobre o saldo com o prémio de permanência do ano de detenção, sofre a retenção escolhida e capitaliza já líquido.
Exemplo calculado
5.000 € na Série F, com a taxa base de outubro de 2026 no teto de 2,5% e retenção de 28%: ao fim de 5 anos, juros brutos de 707,09 €, líquidos de 509,10 € e montante final de 5.509,10 €. O prémio de permanência entra no 2.º ano e a taxa bruta sobe para 2,75%.
Como obter um resultado mais fiável
Use valores de documentos reais: recibo de vencimento, contrato de crédito, nota de liquidação, escritura ou fatura. Se um campo pedir uma taxa, copie a taxa do contrato em vez de usar uma taxa de publicidade. Está a comparar cenários? Mude um valor de cada vez e anote o que mudou.
Quando usar esta ferramenta
Use o simulador se vai subscrever a Série F e quer projetar o valor líquido a vários prazos, se tem Série E antiga e quer ver o efeito dos prémios que já acumulou (indique os meses desde a subscrição), ou se está a comparar reforços mensais em certificados com um depósito a prazo. Os cenários pessimista e otimista mostram o que acontece se a Euribor descer ou se a taxa ficar no teto.
Como usar, passo a passo
- Escolha a série: F, em subscrição, ou E, encerrada em 2023, para quem já a detém.
- Indique o capital subscrito. A média da Euribor a 3 meses vem pré-preenchida com a fixação de outubro de 2026, 2,635%, e pode ser editada.
- Escolha o cenário da taxa base: constante, pessimista com descida gradual até 1,5%, ou otimista no teto da série.
- Se a subscrição não é nova, indique os meses desde a subscrição para o relógio dos prémios começar no ano certo. Adicione reforços mensais se os faz.
- Escolha a retenção e o horizonte, e leia a tabela ano a ano: taxa com prémio, juros brutos, retenção e saldo líquido.
Campos e resultados, explicados
A taxa base não é escrita à mão: resulta da média da Euribor a 3 meses dos 10 dias úteis anteriores à fixação mensal do IGCP. Na Série F fica entre 0% e 2,5%; na Série E soma 1 ponto percentual e fica entre 0% e 3,5%. O prémio de permanência soma-se à taxa base conforme o ano de detenção de cada subscrição: na Série F, 0,25 pontos do 2.º ao 5.º ano, 0,50 do 6.º ao 9.º, 1,00 no 10.º e 11.º, 1,50 no 12.º e 13.º e 1,75 no 14.º e 15.º; na Série E, 0,50 do 2.º ao 5.º ano e 1,00 do 6.º ao 10.º. Cada reforço mensal entra como nova subscrição trimestral, com o seu próprio relógio de prémio. A retenção é aplicada aos juros de cada trimestre, antes de capitalizarem.
O método em profundidade
Os certificados de aforro são títulos de dívida pública para aforradores particulares, emitidos pelo IGCP e subscritos nos CTT, no AforroNet e nos canais autorizados, com garantia do Estado sobre o capital. Subscrição mínima de 100 € e reforços a partir de 10 €; o limite por conta aforro da Série F é de 250.000 €. A remuneração é variável e revista trimestralmente para cada subscrição: a taxa de cada trimestre é a taxa base em vigor no início do período mais o prémio de permanência correspondente à antiguidade. Os juros vencem de 3 em 3 meses e capitalizam já líquidos de retenção. A Série F vence aos 15 anos e a Série E aos 10.
Outro exemplo calculado
Uma subscrição antiga da Série E de 5.000 €, com 24 meses já decorridos, reforços de 50 € por mês e a Euribor no nível de outubro de 2026, projeta em 5 anos um montante líquido de 9.169,98 € sobre 8.000,00 € subscritos: a taxa base fica no teto de 3,5% e o prémio, já no 0,50, leva a taxa bruta a 4,00%, subindo para 4,50% quando a detenção entra no 6.º ano.
Erros comuns
- Projetar a Série F com a taxa das séries antigas, que somam 1 ponto à Euribor e têm teto de 3,5%.
- Esquecer que a taxa é variável: a taxa de hoje não é a taxa dos próximos 15 anos, daí os cenários.
- Comparar o bruto dos certificados com o líquido de outros produtos, ou o contrário.
- Resgatar entre vencimentos trimestrais e perder o juro do trimestre em curso.
Dicas práticas
Confirme todos os meses, no IGCP, a taxa fixada para novas subscrições e compare-a com a taxa efetiva da sua subscrição, que junta base e prémio. São dois números diferentes e é o segundo que decide se vale reforçar.
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Séries diferentes, resultados diferentes
Quem tem certificados de aforro pode deter séries subscritas em anos muito diferentes, cada uma com a sua fórmula de remuneração, os seus tetos e os seus prémios. As séries mais antigas tiveram períodos de taxas elevadas e as mais recentes ligam a remuneração a indexantes de mercado com limites máximos definidos pelo IGCP. Por isso, a pergunta quanto rendem os certificados não tem uma resposta única: tem uma resposta por série e por data de subscrição. Esta página resolve o problema de forma transparente, pedindo-lhe a taxa a aplicar. Se tem várias subscrições, simule cada uma com a sua taxa e some os montantes.
Permanência: onde este produto se distingue
O desenho dos certificados recompensa quem fica: os prémios de permanência aumentam a taxa efetiva à medida que os anos passam, nas séries que os preveem. Isto torna o produto mais interessante como poupança de médio e longo prazo do que como estacionamento de dinheiro por poucos meses. Quem pensa resgatar deve verificar em que ponto da tabela de prémios está, porque resgatar pouco antes de um salto de prémio pode custar mais do que esperar algumas semanas. A decisão de resgate também deve contar com a retenção de 28% sobre os juros acumulados, aplicada nesse momento.
Certificados, depósitos e o Fundo de Garantia
Nos depósitos bancários, a proteção vem do Fundo de Garantia de Depósitos, até 100.000 € por depositante e por banco. Nos certificados de aforro, a garantia é a do próprio Estado emitente, sem esse teto por instituição, mas também sem a possibilidade de negociar condições: as regras são as da série. Em termos de risco de capital, ambos estão no patamar mais baixo disponível ao aforrador português. A escolha entre eles faz-se por taxa efetiva, prazos, prémios e conveniência de subscrição e resgate, e esta página existe para pôr números nessa comparação.
Subscrições antigas: vale a pena manter?
Quem detém certificados de séries antigas deve avaliar a manutenção com a taxa efetiva atual dessa série, incluindo prémios de permanência já alcançados, e não com a taxa das séries novas em publicidade. Resgatar uma série antiga bem posicionada na sua tabela de prémios para subscrever uma nova pode destruir valor que anos de permanência construíram. A decisão compara três números: a taxa efetiva da série que tem, a melhor alternativa líquida disponível hoje para o mesmo prazo e os custos fiscais do resgate, com retenção sobre os juros acumulados. Esta página projeta o primeiro e o segundo com as taxas que confirmar; o terceiro confirma-se no momento do resgate junto do IGCP ou dos CTT.
As Séries F e E, modeladas pela fórmula oficial
O simulador acima aplica a fórmula do IGCP às duas séries com escada de prémios publicada: a Série F, em subscrição, com taxa base igual à média da Euribor a 3 meses limitada a 2,5% e prémios até 1,75 pontos em 15 anos, e a Série E, encerrada em 2023, com taxa base igual à mesma média mais 1 ponto, limitada a 3,5%, e prémios de 0,50 e 1,00 pontos em 10 anos. Indique os meses desde a subscrição para projetar uma subscrição antiga a partir do ano de detenção em que ela já está.
Perguntas frequentes
Funciona no navegador, sem registo. Introduza os valores pedidos, carregue em Calcular e leia o resultado como estimativa. O método está explicado nesta página, na secção Como funciona.
Não. É uma estimativa para planear e comparar. Para valores fiscais e apoios, confirme sempre na Autoridade Tributária e Aduaneira, na Segurança Social, no IHRU ou com um profissional, consoante o tema.
Não. A ferramenta é gratuita e não pede registo. Se estiver a tratar de ficheiros, o processamento indicado é feito no navegador.
Para novas subscrições da Série F, a taxa base está no teto de 2,5%: a média da Euribor a 3 meses usada na fixação foi de 2,635%, acima do teto. Quem já entrou no 2.º ano soma o prémio de 0,25 pontos e rende 2,75% brutos nesse trimestre. Confirme a fixação do mês no IGCP.
São dívida do Estado português e têm garantia do Estado sobre o capital subscrito. O risco principal não é o capital: é a taxa futura ser revista em baixa e a inflação superar a remuneração.
Só a partir do primeiro vencimento de juros, aos 3 meses. O resgate, total ou parcial, devolve o valor nominal das unidades e os juros já capitalizados, com crédito até ao 7.º dia; o juro do trimestre em curso não é pago se resgatar entre vencimentos.
Sim. Cada trimestre, os juros sofrem retenção antes de capitalizar: 28% no Continente, com regimes próprios nas regiões autónomas e possibilidade de englobamento. Esta página aplica a retenção que escolher em cada capitalização.
Somam-se à taxa base conforme os anos de detenção de cada subscrição. Na Série F: 0,25 pontos do 2.º ao 5.º ano, 0,50 do 6.º ao 9.º, 1,00 no 10.º e 11.º, 1,50 no 12.º e 13.º e 1,75 no 14.º e 15.º, o que pode levar a taxa bruta até 4,25%. Cada reforço tem o seu próprio relógio.
Os certificados podem ser subscritos a favor de terceiros, incluindo menores, nas condições do IGCP e dos CTT. Confirme os procedimentos e os limites por subscritor nos canais oficiais.
Mínimo de 100 € na subscrição e reforços a partir de 10 €. O limite da Série F é de 250.000 € por conta aforro, nos termos em vigor em 2026.